Só amigos.. 

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Eu sei que dói. Sei o quanto magoa olhar para uma pessoa e não poder dizer tudo aquilo que está cá dentro. Aquelas palavras que insistem ficar no nosso peito, presas e com medo de sair. Se saíssem, será que mudariam alguma coisa? Duvido muito. O sentimento não é compartilhado e provavelmente talvez nunca seja. Acho que o que magoa mais não é saber que aquela pessoa não sente o mesmo que nós. É ter que olhá-la nos olhos, vê-la feliz e saber que ela não precisa de nós. Enquanto nós estamos a sofrer e ao mesmo tempo a fingir que está tudo melhor que nunca. Mas não está. Nunca esteve. Mas afinal, sorriso pode sempre esconder uma lágrima, por isso. Qual é a diferença? Ninguém vai reparar. Ensinaram-me a nunca mostrar a minha parte fraca a ninguém. Não o tenciono fazer. Mas não prometo que logo ao primeiro passo que der para dentro do meu quarto, não me desmanche em lágrimas. Ou que não fico agarrada a uma almofada, a ouvir música durante 3 horas até ter coragem suficiente para me levantar.

Já tentei odiar a pessoa. Tentar pensar em tudo que ela me fez de mal e tentar esquecê-la dessa maneira. “Tentar”, pois. O problema é que eu não consigo odiá-lo. Simplesmente não consigo. Cada vez que o tento apenas me magoo mais. Uma vez até tentei odiar-me a mim. O problema foi, eu consegui. Acabei por me rebaixar por uma pessoa que não daria nada por mim. Lembro-me bem dessa vez. Achei que o problema era meu, como se, eu fosse o erro. Na minha cabeça pareceu fazer sentido. Por isso ele não gostava de mim, eu era uma pessoa cheia de imperfeições. Por que haveria ele de me escolher? Eu não era nem a mais bonita, nem a mais interessante. Mas a culpa não é dele, claro que não. É minha. Demorei algum tempo a perceber que eu não era nem melhor, nem pior que ninguém. Aprendi a valorizar-me.

Acho que eu sempre procurei alguém para culpar. Até eu servia de culpada. Estava tão perdida no sentimento que não percebia que ninguém tinha culpa. Acontece. Alguém se apaixona, não é correspondido e acaba por sofrer. Nada mais real ou verdadeiro que isso. O problema é o que acontece depois disso. Pelo menos eu nunca sei, devo esquecer e seguir e, frente ou tentar vezes infinitas até que consiga alguma coisa. Na verdade, eu não consigo tomar a primeira decisão. Acaba por acontecer naturalmente. Você esquece, você supera. Mas isto só acontece depois de ser  rejeitado e magoada um milhão de vezes. Digo já… Amar alguém demasiado, é foda.

 

Beijos da Ju ❤

Decisão da vida (desabafo)

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Olá. Hoje o post vai ser um pouco diferente do costume, mas às vezes até é bom dar uma variada.. Vou desabafar aqui um pouco, se vocês não se importarem. Não sei o que fazer. E acreditem, isto não é um drama adolescente ou algo do género. Talvez seja, mas não vejo as coisas dessa maneira.

Bem, dentro de 2 meses, vou ter de escolher o que é que quero trabalhar, provavelmente para o resto da vida. Dentro de 2 meses, vão me por papéis à frente e dizer: “está na hora”. Será que esta mesmo? Não me sinto preparada, longe disso. Tenho medo. Não sei o que quero. Sempre gostei muito de medicina, mas será que estou pronta para tantos anos de estudo? Tanto sacrifício? É isso o que quero? Ou a escrita.. Devo arriscar? Compensará? Sou suficientemente boa para ter uma carreira desse tipo?  Sinceramente, não sei. Tudo tem um lado positivo e um negativo. Mas será que um “amortece” o outro? A única coisa que eu sei, é que não tenho medo de trabalhar por aquilo que quero. Claro que não. Quando souber, quando tiver alguma certeza, não será um sonho: será um objetivo! E eu estou disposta a fazer de tudo para alcançá-lo. Mas.. Que objetivo é esse? O futuro não devia ser algo assustador. Sempre o vi como algo que eu ansiava muito, mas agora só me apetece voltar para o passado. Lá as coisas eram muito mais seguras. Ao que parece, os próximos meses vão ser super difíceis, visto que penso nisto todos os dias. Mas nunca obtenho nenhuma resposta.

Cada vez fico mais assustada. Isso já para não falar da pressão. Na escola temos aconselhamento com um psicólogo, e temos feito vários exercícios que, supostamente, ajudam-nos a conhecermo-nos melhor e a fazer uma boa escolha profissional. Nas sessões com o psicólogo, as coisas são mais relaxadas. Como estamos entre amigos (o grupo é formado por algumas pessoas da minha turma), o que devia ser super sério, passa a ser mais um momento de diversão. Não estou a dizer que vejo aquilo como uma brincadeira, claro que não! Talvez visse no começo. No entanto, bastou ele abrir a boca que aquilo tudo se transformou em mais um conjunto de perguntas de que eu já estou mais que farta. “Já sabem o que vão ser no futuro?” “Sabem como podem chegar até ao vosso objetivo?” Respondi não a ambas. Não fui a única, claro. Mas admito que senti alguma inveja daqueles que responderam sim (pelo menos à primeira pergunta). Como eu queria ter certeza de algumas coisas. Tornaria tudo muito mais fácil. Talvez a vida não deva ser fácil, (podia era não ser tão difícil). E agora?

 

Beijos da Ju ❤️

Eu aguento tudo!

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No quintal da minha casa há uma enorme árvore. Esta árvore é um abacateiro, e infelizmente, nunca deu fruto.. Durante o inverno há várias tempestades, com ventos muito fortes, tão fortes que até fica difícil andar na rua. No entanto, o que mais me surpreende, é a maneira como ela, dia após dia, aguenta e sobrevive. Isso fez me pensar. Como é que era possível? O maior obstáculo dela a testava diariamente, mas mesmo assim, ela mantém-se forte. De vez em quando cai uma folha ou até mesmo um ramo, porém ela sempre recupera. Todos os dias eu olho pra ela e peço-lhe força e vontade, que ela contêm no seu interior. Impossível não ficar inspirada!

De repente me lembrei de um certo verão. Um verão onde tudo era possível e tudo podia acontecer. Em apenas alguns segundos, dei por mim rodeada de memórias e momentos, que julgava já esquecidos. Aquele beijo, aquela discussão, aquelas risadas na praia e aquelas lágrimas até adormecer.. Tudo! Houve momentos em que pensei saber realmente o que era a felicidade. Mas, por algum motivo que eu nunca saberei, você mudou, e com isso veio um sentimento que ainda hoje tento descobrir o significado: uma felicidade misturada com tristeza. Como é que eu podia me sentir feliz e triste ao mesmo tempo? Complicações chegaram, a tristeza foi vencendo a luta. Foi aí que você se foi. “Encontramo-nos na hora errada, estávamos bem quando tudo era fácil”, você disse. Eu te encarei, lágrimas caiam. Finalmente, arranjei algo para responder e sair dali de uma vez por todas:”Não preciso que as coisas sejam fáceis, apenas não podem ser tão difíceis”. E fui embora. Você deixou. Ás vezes me questiono se você pensa em mim. Durante o resto do calor, acolhi a dor, tal como se ela fosse uma velha amiga. Eu caí, você deixou. Mas não me espere quando me levantar! Pois o que foi, não voltará a ser. 

Eu acho que a vida é mesmo assim: um mar de obstáculos. O importante não é se caímos, mas sim como nos levantamos e recuperamos. A vida não foi feita pra ser fácil. Qual era a piada disso? O que é viver sem desafios e quedas? Eu sei que magoa, eu sei que algumas coisas dão cabo de nós. No entanto, o que importa não é se você caiu ou como caiu, mas sim como você vai se levantar. Durante a nossa vida, nós acumulados dor e tristeza, pancada atrás de pancada e soco atrás de soco. Mas se há algo que aprendi foi que esses sentimentos ruins podem ser curados e até transformados. A ruína é a estrada para a transformação.  Então não desista! Magoe-se, sofra e recupere! Cada vez que passa uma onda temos de ter o cuidado de não afundarmos, mas caso isso aconteça, não podemos desistir! Temos de dar à perna até voltarmos à superfície. E um dia, quem sabe, a gente consiga ser tão forte como uma árvore. 

Retrospectiva de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog, pelo menos é o que o wordpress diz…. Obrigado por tudo este ano. Mas lembrem-se: em 2016 tem muito mais!!

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.500 vezes em 2015. Se fosse um bonde, eram precisas 25 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

 

Beijos da Ju ❤

1º Ano do Blog!!

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Obrigado! É a palavra que eu mais posso (e vou!) usar neste post. Obrigado aos meus pais pelo amor e apoio incondicional, vocês sempre foram as pessoas que mais me ajudaram em tudo (obrigado, de novo). Obrigado às pessoas que se seguiram o blog, mesmo ele estando bem no começo. Obrigado à a todos que deixaram aqueles cometários super carinhosos. Foram eles que me serviram de inspiração!

Há um ano atrás eu estava num carro, com um único pensamento: um nome para o blog. Já estava a pensar nisto há quase um mês! Já tinha feito listas, e mais listas, mas nada. Eu e os meus pais tínhamos ido jantar a um restaurante de comida brasileira e estávamos apenas a conversar. Até que… uma música começou a tocar na rádio. Sabem aqueles momentos em que acende uma luz? Foi quase isso. Meu pai olhou pra mim e disse: Samba Juliana! Eu percebi logo. Sorri, e disse: “Perfeito!”. E era mesmo.

Durante o resto do caminho eu não pensei em outra coisa. Finalmente ia conseguir me expressar e partilhar minha opinião com o mundo. Ter um blog pra mim sempre significou: ter algo meu, do meu jeito! Era o sítio perfeito para eu, bem.. Ser eu! Tive muito medo e várias inseguranças. Mas felizmente, meus pais sempre me encorajaram. E graças a eles, realizei meu sonho!

Mesmo amando muito escrever, postei pouco. A escola e outras atividades, me ocupam muito tempo. E o que sobra, acabo sempre gastando com outras tarefas. Não pense que me errou quixando ou dando desculpas. Eu amo muito a minha vida e prometo me empenhar mais nesse blog neste próximo ano. Eu quero muito melhorar, principalmente quando se trata de fazer algo que eu gosto muito.

Obrigado a todos!

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Beijos da Ju ❤️